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| flexible - fuel popularmente "flex" |
A tecnologia do etanol - O álcool combustível presente hoje no Brasil - teve sua origem em 1973, quando conflitos no Oriente Médio provocaram o chamado choque do petróleo, resultando um aumento da ordem de 300% nos preços do mineral.
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| Benefício de ter carros flex - estacionamento exclusivo |
Os impactos na economia brasileira foram drásticos, aumentando a dívida externa, mas expondo claramente a vulnerabilidade nacional no campo energético. Nesse contexto, os governos militares da época lançaram (1975) e desenvolveram o pró-álcool - Progama Nacional do Álcool, que ajudou a substiuir grande parte do petróleo, produto do qual o Brasil não era autossuficiente. Atualmente, a gasolina comercializada no Brasil recebe uma mistura de 20% a 25% de álcool, e a frota nacional de veículos
"flex", com a tecnologia desenvolvida no Brasil, passou de 23% do total. O Brasil é um país referência na produção do álcool gerado da cama de açúcar, pois desenvolveu e controlou toda uma complexa cadeia produtiva, que incluí desde técnicas de maneio agricola, até o desenvolvimento de cultivares de alta produtividade. Obteve a melhor produtividade de geração de álcool nas usinas, além do advento do motor
"flex" que utiliza quaisquer proporções entre gasolina e álcool.
Contudo o programa de etanol Brasileiro não é o único do mundo, pois há um similar nos EUA, baseado no álcool gerado do milho e outro, de menor envergadura empreendido na União Européia.
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| Álcool a partir do milho |
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| Abestecendo com ácool e gasolina simultaneamente |
Corrigindo o colega Thúlio, a tecnologia flex não foi desenvolvida no Brasil, mas sim na Alemanha nazista, quando as famosas bombas voadoras utilizavam álcool obtido através da destilação da batata, devido ao bloqueio sofrido pelo país durante a Segunda Guerra Mundial. Os primeiros veículos automotivos que utilizaram álcool e gasolina foram montados nos Estados Unidos pela General Motors (GM) na década de 70. Eles foram chamados de E85 pois funcionavam com até 85% de álcool. No Brasil, essa tecnologia só se desenvolveu em 2003, com o lançamento do Volkswagen Gol Total Flex.
ResponderExcluirQuando o colega Wesley disse: "e a frota nacional de veículos "flex", com a tecnologia desenvolvida no Brasil, passou de 23% do total", se referiu somente a essa frota de veículos flex que foram fabricados no Brasil (ou seja, não importados de outros países), mas não quis dizer que a tecnologia se originou no nosso país.
Espero ter ajudado!
Oi Thúlio!
ResponderExcluirEm momento algum eu disse que o Brasil "copiou" a tecnologia "flex" de outros países. Se o Brasil se interessou em utilizar essa tecnologia, é porque o mesmo se preocupa com a evolução dos veículos de transporte, já que estes funcionam tanto com álcool quanto com gasolina. Assim, o consumidor pode escolher qual dos dois combustíveis deseja utilizar, avaliando o custo/benefício. A tecnologia "flex" do Brasil é a mesma desenvolvida nos EUA, e a mesma implantada em outros países. A diferença dos nomes se deve apenas ao fato do idioma falado em cada país ser diferente. "Dual-fuel vehicle" ou "Flex-fuel vehicle", nos EUA, traduz-se para "Veículo bicombustível" ou "Veículo com combustíveis flexionados", no Brasil. O nosso país nem sempre se preocupa em traduzir "ao pé da letra" cada termo de origem estrangeira, por isso, o nome "flex" é usado aqui como um termo popular. De acordo a norma culta da língua portuguesa o termo seria "Veículo Bicombustível".
Olá Wesley!
ResponderExcluirMuito interessante a sua postagem!
O Brasil é o maior exportador mundial de etanol, além de ser o segundo maior produtor do mesmo e ser considerado o líder internacional em matéria de biocombustíveis.
Entretanto, vale ressaltar que nem sempre foi assim. Na década de 1990, o consumo do álcool apresentou queda gradual, e os motivos passam pela alta no preço internacional do açúcar, o que desestimulou a fabricação de álcool. Com as altas inesperadas no preço do petróleo, o álcool teve que ser misturado à gasolina numa taxa em torno de 20% a 25%, como você afirma em sua postagem. Essa medida funcionou como forma de amenizar o preço da gasolina ao consumidor.
Devido a isso, e ao fato de que poderia haver uma escassez dos combustíveis fósseis, no início do século XXI, o álcool retornou com muito mais força que antes, e priorizaram-se novamente os investimentos na produção de etanol. Dessa forma, o álcool passa a ser utilizado por grande parte dos brasileiros, principalmente com o surgimento dos motores “flex”, e o Brasil recebe os títulos de maior exportador e de segundo maior produtor mundial de álcool.
Os meus dois primeiros comentários nessa postagem respondiam a outros dois do colega Thúlio, mas pelo visto, ele os excluiu.
ResponderExcluirEstes conflitos são naturais numa discussão em rede como esta. O mais sensato, no entanto, é encarar com maturidade e respeitar as opiniões de todos. É possível concordar ou discordar, tudo dentro de um limite chamado respeito e isso eu tenho certeza que todos vcs conhecem por isso o desafio de desenvolver este trabalho em rede colaborativa com vcs.
ResponderExcluirO conteúdo ésta ótimo!!
Então Galera...
ResponderExcluirDepois dessa discursão toda, quero ressaltar que cada dia mais o consumo de combustiveis vem crescendo no Brasil e no mundo. Sendo assim, temos que pensar em alternativas para que o dano ao meio ambiente não seja muito grande. Por isso atualmente está sendo muito discutido a questão dos biocombustíveis e do etanol, que são considerados renováveis, e atualmente está acontecendo um processo semelhante ao pró-alcool que aconteceu em 1975, havendo incentivos a esses novos combustíveis, fazendo com que muitos países além do Brasil comecem a desenvolver essa nova tecnologia.
Como Wesley coloca em sua postagem, "o programa de etanol Brasileiro não é o único do mundo, pois há um similar nos EUA, baseado no álcool gerado do milho ". A grande diferença entre a produção de etanol no Brasil e nos EUA é que lá ele é produzido do milho, muitas vezes, transgênico, por ser mais resistente a pragas e a pesticidas. No Brasil, o etanol é 100% de cana-de-açúcar, e na Europa ele vem da fermentação de beterraba. E a cana é disparada a mais barata. O valor atual para produção de álcool é de US$ 0,22 por litro quando a matéria-prima é cana-de-açúcar, US$ 0,30/l, quando é milho, e US$ 0,53/l quando se usa beterraba. Baseado nesses valores, dá para afirmar que o álcool produzido no Brasil é o mais apropriado para o consumidor.
ResponderExcluirMas afinal? Existem outros usos para o etanol?
ResponderExcluirO uso do etanol não para de crescer. Além de abastecer os carros de competições como a Formula Indy e a Stock Car, em 2010 foram lançados no Brasil os primeiros modelos de motocicletas flex. Num futuro próximo, o uso do etanol deve ser estendido a caminhões, máquinas agrícolas e geradores. Ônibus movidos por uma mistura de 95% de etanol e 5% de um aditivo já rodam no exterior e começarão a rodar em São Paulo já em 2011. O Ipanema, um pequeno avião agrícola fabricado no Brasil pela Embraer, voa com 100% de etanol.