segunda-feira, 22 de agosto de 2011

MST - Movimento dos Sem Serra

MST ocupa grandes propriedades em 17 estados.

O MST, Movimento dos sem-terra, surgiu em contra-partida aos agricultores que ao expandirem as suas monoculturas acabam expulsando das propriedades milhares de trabalhadores.












Nesse contexto, os sem-terra se organizaram na luta pela conquista da propriedade fundiária. No primeiro encontro, no estado do Paraná, pôde se reafirmar a necessidade da ocupação como uma ferramenta legítima dos trabalhadores rurais.
O  movimento se transformou em uma alternativa para a organização das vítimas do processo concentrador de terras. O MST atualmente propõe também uma nova orientação para a política econômica nacional. O movimento tem na invasão de terras improdutivas a principal forma de manifestação, o seu lema é ocupar, resistir e produzir.








Acampamentos, ocupações e assentamentos

O processo de desapropriação de latifúndios é longo, quando uma propriedade rural é definida como objeto para reforma agrária, milhares de famílias concentram-se nas proximidades, afim de se candidatar à propriedade. Essas pessoas vivem geralmente à beira de rodovias e de forma precária. Muitas vezes fazendas são invadidas com o objetivo de denunciar a existência de um local apto à reforma.
Os assentamentos são realidade onde a reforma foi efetivada, nestes locais os  "ex-sem-terra" se organizam coletivamente para fazer determinadas tarefas.








9 comentários:

  1. O MST é um movimento muito criticado pela maior parte dos brasileiros que desconhecem a verdadeira origem da luta destes milhares de trabalhores em democratizar o acesso à terra no Brasil. O fato do MST ter se popularizado e aliado a partidos políticos bem como a um grupo de trabalhadores que não visa o coletivo colocando em dúvidas o verdadeiro objetivo do movimento, são os motivos pelos quais a mídia juntamente com a bancada ruralista enxergam para desequilibrar e questionar a postura do MST.
    o MST seria o VILÃO OU VÍTIMA DOS CONFLITOS AGRÁRIOS NO BRASIL?

    Comentário da professora Glhebia

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  2. Na verdade, o MST conta com pessoas de boa índole e também de má índole. Assim como há pessoas que fazem badernas por terras alheias existem pessoas que lutam por terras que seriam suas de direto.

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  3. Oi, Thúlio!
    Ainda preciso que vc aprofunde melhor na discussão. Analise a influência da mídia no pensamento dos brasileiros sobre este movimento.

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  4. Glhebia, geralmente o dono da terra que irá sofrer a reforma não gosta nem um pouco, mesmo que suas terras já não sirvam mais para nada, pois como disse, há pessoas que fazem um estrago na fazenda para que a mesma seja percebida pelos governantes, como o caso daqueles sem terras que invadiram um laranjal, pegaram o trator do dono da fazenda e destruíu várias laranjeiras. Mas, deixando esses casos a parte, de forma geral este movimento é benéficopara os que realmente seguem os que seguem os princípios do MST.

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  5. Oi Thúlio!!

    Realmente, existem muitas famílias que se instalam ao lado das rodovias. Entre Salvador e Aracaju mesmo existem esses tipos de instalações dos sem terra. O que acho interessante é que não podemos dizer que existe no Brasil uma região onde as terras são bem distribuídas, pois há manifestações do MST em 24 estados da federação.

    Outra coisa é o fato de as terras só poderem ser passadas aos sem terra se forem improdutivas, pois caso sejam produtivas, é expedida uma ordem judicial de integração de posse, e os sem terra tem que sair da propriedade. Não sei se isso é certo não!

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  6. Oi, pessoal!!!

    Vcs estão de parabéns, estão sabendo conduzir a discussão com informções de qualidade. Muito bom!

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  7. Como se sabe, no Brasil prevaleceu historicamente uma desigualdade do acesso a terra, consequência direta de uma organização social patrimonialista e patriarcalista ao longo de séculos, predominando o grande latifúndio como sinônimo de poder. Desta forma, dada a concentração fundiária, as camadas menos favorecidas como escravos, ex-escravos ou homens livres de classes menos abastadas teriam maiores dificuldades à posse da terra. E para tentar conter essa dificuldade à posse de terra, o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) surgi como um dos mais importantes movimentos sociais do Brasil, tendo como foco as questões do trabalhador do campo, principalmente no tocante à luta pela reforma agrária brasileira. Além da reforma agrária, o MST tem também como objetivo a inclusão social. E se por um lado existiram avanços e conquistas nesta luta, ainda há muito por se fazer em relação à reforma agrária no Brasil, seja em termos de desapropriação e assentamento, seja em relação à qualidade da infraestrutura disponível às famílias já assentadas.

    Segundo os dados do INCRA (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), no total, o Brasil conta com 85,8 milhões de hectares incorporados à reforma agrária e um total de 8.763 assentamentos atendidos, onde vivem 924.263 famílias. Apesar dos números positivos, se levarmos em consideração as afirmações do próprio MST e de especialistas no assunto, até 2010 havia ainda cerca de 90 mil famílias acampadas pelo país, o que representa uma demanda por terra considerável por se atender.

    No entanto, vale ressaltar que em muitos casos a violência e a ação truculenta do Estado ao lidar como uma questão social tão importante como esta também se fazem presentes como, por exemplo, o que ocorreu em Eldorado de Carajás, no Pará, em 1996, quando militantes foram mortos em confronto com a polícia.

    Dessa forma, não é difícil perceber que assegurar os direitos do trabalhador do campo é, ao mesmo tempo, defender sua dignidade enquanto brasileiro.

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  8. Oi, thulio!

    você, vinícius e Isolda aprofundaram bem na discursão, e eu queria complementar um pouco em relação aos resultados obtidos pelo mst. Os atuais governantes do Brasil tem origens comuns nas lutas sindicais e populares, e portanto compartilham em maior ou menor grau das reivindicações históricas deste movimento. Segundo outros autores, o MST é um movimento legítimo que usa a única arma que dispõe para pressionar a sociedade para a questão da reforma agrária - a ocupação de terras e a mobilização de grande massa humana.

    O MST procura organizar as famílias assentadas em formas de cooperação produtiva em vista de melhorar sua condição de vida. Entre centenas de exemplos que deram certo no Paraná e Santa Catarina, no Sul do Brasil, destaca-se a COOPEROESTE, Cooperativa Regional de Comercialização do Extremo Oeste LTDA , sediada em Santa Catarina. Há também o exemplo bem sucedido da Coapar, em Andradina, no interior de São Paulo. Embora com razão social de empresa no regime de sociedade limitada, funciona como um verdadeiro condomínio produtivo. A criação de cooperativas é estimulada, embora as famílias que hoje estão assentadas não sejam obrigadas a trabalhar em cooperativas.

    Dados coletados em diversas pesquisas demonstram que os agricultores organizados pelo movimento têm conseguido usufruir de melhor qualidade de vida que os agricultores não organizados.

    O MST mantém também a Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF), sediada em Guararema, a 60 quilômetros de São Paulo, e construída em regime de mutirão por assentados, usando materiais de construção obtidos in situ - tijolos de solo cimento, fabricados na própria escola. Além de serem mais resistentes, fáceis de assentar e dispensarem reboco, esses tijolos requerem menor uso de energia (são levados para secar ao ar livre) e de outros materiais, como ferro, aço e cimento, gerando uma economia de 30% a 50% em relação a uma edificação tradicional. Organizados em brigadas, os assentados ficavam cerca de 60 dias trabalhando na construção da escola e, nesse período, passavam por cursos de alfabetização e supletivos. Em seguida, retornavam aos seus Estados, dando lugar a uma nova brigada. As obras da ENFF foram iniciadas em 2000. Atualmente a escola ministra cursos em vários níveis, desde a alfabetização até o nível médio, incluindo administração cooperativista, pedagogia da terra, saúde comunitária, planejamento agrícola, técnicas agroindustriais. Os professores da escola geralmente provêm de universidades e escolas técnicas conveniadas. Há também voluntários.[9]

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  9. A bandeira é o símbolo mais representativo do MST e por isso, achei interessante conhecê-la um pouco mais.

    A bandeira tornou-se símbolo do MST em 1987, durante o 4º Encontro Nacional. Ela está presente nos acampamentos e assentamentos, em todas as mobilizações e lutas, nas comemorações e festas, nas casas dos que tem paixão pelo Movimento.

    Significado das cores e desenhos que compõem nossa bandeira:

    cor vermelha: representa o sangue que corre em nossas veias e a disposição de lutar pela Reforma Agrária e pela transformação da sociedade.

    cor branca: representa a paz pela qual lutamos e que somente será conquistada quando houver justiça social para todos

    cor verde: representa a esperança de vitória a cada latifúndio que conquistamos

    cor preta: representa o nosso luto e a nossa homenagem a todos os trabalhadores e trabalhadoras que tombaram, lutando pela nova sociedade

    mapa do Brasil: representa que o MST está organizado nacionalmente e que a luta pela Reforma Agrária deve chegar a todo o país

    trabalhador e trabalhadora: representa a necessidade da luta ser feita por mulheres e homens, pelas famílias inteiras.

    facão: representa as nossas ferramentas de trabalho, de luta e de resistência.

    Portanto, através dela podemos identificar seus principais objetivos como, por exemplo, a reforma agrária e a inclusão social citados por Isolda e Wesley.

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